Florais da Amazônia

O texto a seguir foi extraído integralmente sob autorização da fonte citada e permite obter um panorama do dinamismo e profundidade do sistema dos Florais da Amazônia.

Isabel Facchini Barsé e Maria Alice Campos Freire são consideradas como as principais responsáveis por desenvolver este sistema de florais. Ambas com histórico de vida pessoal e profissional pautadas no viés da saúde, cura, no resgate cultural e na reconstrução de qualidade de vida da população de forma geral, foi em 1994 que elas começaram os estudos dos Florais da Amazônia na Vila Céu do Mapiá, no interior do Amazonas.

Segundo Freire e Barsé (2011) o sistema está baseado na elementoterapia, antiga sabedoria que compreende que o equilíbrio da vida está expresso no equilíbrio dos elementos da natureza (fogo, ar, terra e água) e que estuda a relação dos elementos no equilíbrio do todo, o relacionamento do homem com os elementais da natureza. Todos os seres da natureza possuem sua forma elemental, cuja complexidade evolui na sucessão dos reinos. No reino vegetal encontramos um padrão original de saúde, onde o ser humano é capaz de se ver espelhado nesse padrão e aciona seu processo interno, sendo possível através dessa interação reequilibrar os “corpos sutis” e proporcionar o contato com a fonte de onde provém sua matriz original, possibilitando uma evolução da consciência - consciência do corpo da alma e dos processos de relação entre eles.

Uma importante característica que também norteia o sistema são as mensagens transmitidas pelos elementais das flores. As sintonizadoras relatam que essa comunicação se dá através de ondas de energia que ao atingir o sistema nervoso, produzem impressões que são traduzidas para nossa linguagem que conhecemos. As afirmações contidas nelas são como mantras, instrumento para a liberação da mente, que atuam como chaves de acesso a nossa essência original e devem ser corretamente interpretadas para a utilização terapêutica. Como exemplo vemos a afirmação da essência floral Xangozinho da mata: “Eu sou a porta que leva ao equilíbrio e a confiança para crescer na direção certa” (FREIRE e BARSÉ, 2011).

A sistematização dos Florais da Amazônia foi inspirado na própria natureza dos seres estudados, a primeira classificação que se revelou foi a classificação por ordem da natureza e que constitui um enfoque parcial, pois cada um desses grupos de seres vegetais conforme diferenciação da natureza, adquire aspectos particulares que as unem e outros as afastam. Baseando-se no ecossistema florestal, na sucessão de camadas da floresta, com energias distintas que se interagem, definiram-se os grupos:

  • Florais de Mata virgem: Grandes árvores, Cipós, Arbustos, epífitas e fungos;

  • Florais de Capoeiras;

  • Florais de Cultivadas: Medicinais, Jardim e Frutíferas.

 

Sobre o grupo das cultivadas é valido salientar que estas plantas vigoram em vários lugares diferentes o que não caracteriza propriamente como flores amazônicas. Destaque também para o grupo dos fungos, por eles serem preparados de seres de um reino distinto do vegetal e como sempre se aborda o preparo do floral a partir das flores, vale ressaltar que outras fontes podem ser utilizadas. Segundo Valverde (2000), historicamente os medicamentos eram obtidos de distintos reinos, todavia houve uma maior inclinação por recursos vegetais visando aproveitar um maior número de espécies.

 

Além do que há também essências florais produzidas a partir de fungos que se enquadram em outras classificações além de Mata virgem, como o Cogo rei que pertence a Capoeira.

Uma segunda categorização é a Baseada na mitologia dos Orixás, com presença marcante nos povos da floresta, expressa na miscigenação dessa mitologia, oriunda dos povos primitivos da África incorporada de elementos das tradições indígenas sul-americanas que compõe sincretismo religioso e cultural brasileiro. Sendo subdividida no sistema em Exu, Oxalá, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obaluaê, Nanã, Jurema, Oxum, Oxumare, Iemanjá e Iansã. Outras classificações são a Classificação dos elementos que dividide-se em fogo, ar, terra e água e a Classificação dos pontos de força que se divide entre 1º e 7º chacras.

Quanto aos nomes dados aos florais, Isabel Barsé explica que muitas das espécies de plantas utilizadas nesse sistema não foram identificadas, e foram nomeadas apenas de acordo com o conhecimento popular da região ou muitas vezes a partir da vibração que veio da planta ou por semelhança, como por exemplo, o Cocar da Jurema que é um cipó (FARIAS, 2002).

Diante disso nessa primeira etapa de sistematização dos florais da Amazônia há 70 essências florais que o compõem. Em 2001 houve uma nova fase de pesquisa agora com a colaboração da sistematizadora Julia Freire de Medeiros realizado no Vale do Juruá, região bem preservada da Amazônia brasileira.

 

O grupo de pesquisa das flores do Juruá contou com a colaboração de pesquisadores nativos, composto por ribeirinhos, indígenas e núcleos urbanos de origem florestal esse trabalho chamado de Iapuna. Nessa etapa houve a inserção de 3 novos subgrupos da mata virgem: Aquáticas, Palmeiras e Parasitas e no total houve a sistematização de mais 21 essências florais com flores do Juruá (FREIRE e MEDEIROS, 2010). Portanto no total há 91 essências florais, mais a fórmula de emergência, no sistema Florais da Amazônia.

Fonte do texto:

PICOLO. G. A experiência da roda de conversa associada às práticas integrativas e complementares como instrumento terapêutico coletivo do Naturopata. Monografia apresentada para obtenção de título de Especialista em Naturopatia da Faculdade INESP sob orientação da Prof.ª Raquel Medina Jacareí 2016.

Referências:

http://www.floraisdaamazonia.com.br/pt/

FREIRE, Maria Alice Campos e BARSÉ, Isabel Facchini. Florais da Amazônia: O renascimento da elementoterapia. 2ª edição Amazonas. 2011.

FREIRE, Maria Alice Campos e MEDEIROS, Júlia Freire de. Iapuna Linguagem de gente linguagem de flor: Florais da Amazônia – Juruá. Rio Branco, AC, Centro de Medicina da Floresta, 2010.

VALVERDE, Delfo Pascoal. Manual de terapia floral: LIMA: Essalud; Organización Panamericana de La salud. 265p. 2000.

 

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Naturopata - Gabriela Picolo

Naturopata Gabriela Picolo

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